E quando muda de repente e você não sabe o que fazer? Você ainda nem decidiu se isso foi bom ou ruim, a balança parece estar igual. Altera-se em momentos de riso e choro, esperança e descrença, sonhos e pesadelos. O medo se faz presente. Uma semana se transforma em um mês, que sabe mais… e você se vê só, indeciso e rezando para tudo mudar outra vez…
É engraçado voltar para casa.
Tudo têm a mesma cara, o mesmo cheiro. Nada muda.
Nos damos conta de que quem mudou, fomos nós.
“Nós, nascemos fracos.”
As coisas simples e inesperadas me comovem. Certo dia, minha priminha chegou pra mim e disse.
A - Oi, tudo bem?
B - To bem, e você?
A - Mal.
B - Por quê ?
A - Por três coisas. Por um menino. Por ter brigado com um amigo. E porque o Ju - meu irmão - está doente.
B - O…
engulo muita coisa para não discutir, aguento provocação para não estourar, fico quieta quando minha vontade é de gritar, e principalmente finjo abaixar a cabeça para não surtar. Meu proposito é maior. Minha vida será muito mais do que é hoje, meus sonhos são maiores, e minha paciência também provou ser. Soube em quem me apoiar e como lutar sem dizer uma palavra. Contra reclamação busquei me superar. Falta tão pouco. Mas mesmo que faltasse uma vida, para que me abalar por pessoas tão baixas e fracas que tem a necessidade de tentar humilhar alguém para se sentir bem. Necessidade de serem superiores, mas na hora que realmente precisam, correm para aqueles que desprezam. Sinto muito, não sei lidar com hipocrisia. “Isolamento” nunca foi castigo e sim opção. E hoje eu só tenho a agradecer por tudo! Sim, agradecer. Minha força de vontade se tornou mais, minhas metas se tornaram maior, eu me sinto maior, mesmo que talvez não seja. Eu provei a mim mesma que posso muito mais! Obrigada, mesmo não sabendo quem agradecer. Obrigada ao mundo, obrigada Senhor, obrigada a qualquer um. Hoje eu posso dizer não quero que nada na minha vida mude, pelo não nos próximos meses. Eu estou e sou feliz desse jeitinho. E nada nem ninguém pode tirar essa alegria de mim.
Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais… Nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não, você diz que depois deles, não apareceu mais ninguém. Você pode até dizer que eu tô por fora, ou então que eu tô inventando…Mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê, que o novo sempre vem…
Acho que esse é o momento de minha vida que sinto mais medo. Medo de decepcionar, medo de ser decepcionada. Sinto-me cada dia mais pressionada a escolher entre alternativas que não me agradam ao todo. A mania de achar que nada vai dar certo é grande. E hoje tudo vem mais forte…
é difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar.
Caio F. Abreu
Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
a vontade que eu tenho é de te dar um chute bem grande, e fugir para um planeta só meu, onde só houvessem meus livros e CD’s, e aqueles que eu posso dizer que não vivo sem, ou seja, no máximo uma dúzia.